É melhor escrever algo que quero expressar ou algo que as pessoas queiram ler?
Me peguei refletindo isso.. Comecei recentemente a escrever meu segundo livro e acabei preso na ideia de que aquilo seria mais algo que quero expressar do que verdadeiramente algo que as pessoas queiram ler.
Além de escritor me considero um empreendedor, faço negócios e busco sempre o que as pessoas desejam comprar ou consumir. Não sei se isso é bom ou ruim para a parte em mim que gosta de escrever.
Quando escrevi “Seu Último Dia” simplesmente queria me expressar, não tinha o objetivo de que as pessoas lessem então apenas escrevi, sem cobranças ou expectativas. Mas hoje, desenvolvendo a Aauntria e querendo cada vez mais atrair autores e leitores tenho visto isso me influenciar de maneira que não sei se é positivo ou negativo no processo criativo pessoal.
Talvez a busca por reconhecimento seja um grande vilão que destrói as melhores formas de expressão.
Quando sentei para escrever meu próximo livro e veio em minha mente “Ninguém está buscando por isso, esse livro não vai vender”, me questionei o quanto deixamos de viver para receber aprovação social.
Algumas coisas na vida não devem ter um significado externo e sim interno.
Se você é autor e está escrevendo um livro, compondo uma música ou se expressando de qualquer maneira, isso não deve somente ter significado para as pessoas, deve em primeiro lugar ter significado para você mesmo.
Antes de agradar ao mundo, agrade a si mesmo.
Não estou dizendo que devemos ignorar o consumidor dos nossos produtos, o que estou querendo falar é que as vezes a expectativa pela reação alheia destrói grandes projetos.
Toda grande ideia nasceu de uma pessoa comum que não hesitou em tornar real o que um dia imaginou.
Quantas vezes você não sentiu uma vontade enorme de fazer algo que seria divertido para si mesmo e não fez por pensar que alguém iria te zoar ou não iria gostar?
Quantas vezes já deixou de fazer algo pelo fato de um amigo não querer ir contigo?
O pior é que acabamos refletindo isso em nossas maiores obras, naquilo que amamos e que verdadeiramente faz sentido para nós.
Quando uma pessoa finalmente decide ser quem realmente é, admiramos ela e achamos “incrível como fulano é diferente e único”
Mas quando chega a nossa vez, sentimos medo, deixamos de dar moral para as nossas próprias ideias pelo simples fato de não saber se vai agradar ao outro.
Depois de refletir isso, decidi continuar a escrever o que me dá vontade e menos o que acho que as pessoas vão gostar. Isso não é ser egoísta é dar uma chance para que as suas ideias impactem pessoas que você nunca imaginou.
Um abraço,
Jaaziel Oliveira
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Toda grande marca já foi uma pessoa comum.